<i>Revolta da Água</i> faz 50 anos
O PCP entregou no passado dia 13, na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, uma proposta para que seja realizada uma sessão comemorativa do 50.º aniversário da Revolta da Água. Com esta iniciativa, o PCP pretende «honrar o sacrifício e a luta dos habitantes da Lombada da Ponta do Sol, que não se deixaram intimidar e que fizeram valer os seus direitos face à prepotência, à repressão e ao autoritarismo do regime fascista». Os comunistas querem ainda valorizar um «marco histórico na luta das populações desta região, e que comprovou, mais uma vez, o carácter indomável e o espírito de luta das gentes da Madeira perante as adversidades e a exploração a que estavam sujeitas».
Em 1962, a população da Lombada da Ponta do Sul ergueu um movimento de resistência contra o desvio da água da Levada do Moinho para a Levada Nova da Ponta do Sol. O movimento, que durou três meses, viveu um momento dramático no dia 21 de Agosto: um forte contingente policial reprimiu-o violentamente, resultando em dezenas de detenções e na morte de uma jovem da terra, Belmira da Conceição Gonçalves, mais conhecida por Sãozinha, assassinada a tiro pelos agentes da PSP.